Jul 20

 

Pilates: como investir em tempos de crise

Pilates: como investir em tempos de crise

 

Por: Marcello Lage

A crise completa oficialmente 1 ano em setembro, e por mais que outros assuntos tenham surgido nos noticiários, como gripe suína, queda de avião ou morte de astro de rock, ela ainda é foco de notícias. A diferença é que agora ela vem diluída nos comentários econômicos dos meios de comunicação.
Mas afinal de contas o que é esta crise? Quanto tempo irá durar? Devo deixá-la afetar a minha vontade de investir no meu próprio negócio? Devo segurar o meu investimento e aguardar tempos melhores?
Para começarmos a responder a estas questões, vamos primeiro entender esta crise:

BRASIL X BRASIL
Durante muitos anos o Brasil sabia que deveria seguir o modelo econômico dos países desenvolvidos, mas não se movia neste sentido. Acreditávamos que a instabilidade seria resolvida com um único decreto. Assim surgiram inúmeras tentativas infrutíferas, como o congelamento dos preços, o câmbio controlado, o confisco da poupança… Demoramos muitos anos para entender que nenhuma “mágica” resolveria o nosso problema, e então começamos a fazer a lição de casa.
Enquanto isso, nos países desenvolvidos, os poucos controles sobre a economia e a alta competitividade, levaram à práticas inescrupulosas em variados segmentos.
Quando eles se deram conta do que estava ocorrendo, já estavam afundados em um mundo de desvios e números ilusórios, onde nada era realmente aquilo que parecia ser.
Enquanto o mundo procurava uma saída, o Brasil se destacou como exemplo. Nosso modelo econômico resistiu bravamente, e o país retomou o crescimento em abril deste ano, segundo indicativos de diversos segmentos.

DEFENSIVA, MIOPIA E OPORTUNIDADE
Toda vez que ocorre uma crise, muitos acreditam que o seu fim ocorrerá quando a economia voltar ao ponto que estava antes da crise, exatamente como era antes dela começar. No entanto é um erro pensar assim!
Depois da passagem de um furacão ou terremoto, o local jamais será o mesmo outra vez. Uma foto de satélite tirada antes da passagem de um tsunami na Ilha de Sumatra é totalmente diferente da mesma foto tirada anos depois.
A economia global está bastante diferente, mas o crescimento já recomeçou!
Especialistas garantem que a Bolsa de Valores brasileira, que reflete o resultado das maiores empresas nacionais, irá crescer enormemente nos próximos 3 anos. As empresas devem crescer e o país também.
Economias em crescimento costumam incentivar seus pequenos empreendedores, e não será diferente neste “novo” Brasil e neste novo cenário. Empreender um negócio próprio pode ser um ótimo investimento, desde que se adotem as melhores práticas de gestão.

Lembre-se de que a maioria dos pequenos investidores, como você, está agora esperando uma manchete no Jornal Nacional, na Exame, na Folha ou no Terra dizendo: “Podem investir agora – a crise passou!” E podem acreditar que esta notícia virá. Mas quando isto ocorrer, aqueles que irão dominar o próximo ciclo econômico já terão investido, como você. Aproveite esta janela de oportunidade.

6 DICAS PARA EMPREENDER COM SEGURANÇA
Para começar com segurança, siga alguns passos básicos na hora de empreender:
1º – Sente* com seus amigos ou futuros sócios e veja se há sinergia entre o que vocês pensam;
2º – Em seguida faça uma pesquisa, ligando ou visitando as empresas que no futuro poderão ser suas concorrentes. Veja se elas estão satisfeitas ou não. Em caso negativo, tente identificar o motivo, que muitas vezes não foi percebido por elas. Tente entender o posicionamento do consumidor. Se achar algo novo, anote. Este poderá ser o seu grande diferencial;
3º – Volte ao 1º passo e converse novamente com seus amigos, expondo o que viu (sem paixão). Se chegarem à conclusão de que devem seguir, mostre a eles quanto vai custar o 4º passo e veja se concordam em seguir juntos. Tire aqueles que não estiverem comprometidos;
4º – Contrate para uma conversa inicial um consultor ou o Sebrae da sua cidade. Duas horas de conversa com um especialista, serão muito importantes para amadurecer a sua decisão. Consiga alguns números importantes, como custo do investimento, tamanho do mercado, tempo estimado de retorno. Anote tudo!
5º – Volte ao 1º passo e discuta novamente com o grupo. Veja se todos continuam alinhados após a consultoria. Criem cenários e tentem derrubar a idéia inicial, estudando todas as possibilidades de falha e prováveis miopias. Se ainda valer a pena depois disso, siga em frente. Aceite a idéia de que alguns irão desistir no meio do caminho, e deixe que sigam o próprio rumo. Insistir com um amigo, pode torná-lo um potencial inimigo no futuro.
6º – Crie um cronograma para as próximas ações que deverão começar com um estudo da viabilidade do negócio. Se este estudo for satisfatório, comecem a discutir o papel de cada um na nova empresa (sem concessões), cuidem da documentação e abertura legal (alguns meses), da cotação com os fornecedores, procura do ponto, seleção de pessoal, etc.
*Importante: Lembre-se que as reuniões citadas nos passos 1º,3º e 5º, não devem ocorrer na mesa de um bar ou na sua casa, regadas a cerveja. Convide os participantes, marcando uma hora para o início e outra para o fim. Defina e envie a todos a pauta com cada fase da reunião (você decide quais serão). Seja o mediador e observe as atitudes de todos ao longo da reunião. Estas primeiras reuniões são muito importantes para uma análise inicial dos seus futuros sócios. Um sócio é antes de tudo um ser humano, e pode ter características que você não queira na empresa. No início ainda há chances de desistir. Só haverá sentido na sociedade, se ao final todos atingirem seus objetivos com alegria!
Boa sorte!

escrito por admin

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